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  Meio Ambiente em Foco!

Impactos em Brumadinho

Poder Público X Atividade Econômica X Meio Ambiente

Na Conferência da ONU sobre Meio Ambiente ocorrida em Estocolmo no ano de 1972, definiu-se o meio ambiente da seguinte forma: “O meio ambiente é o conjunto de componentes físicos, químicos, biológicos e sociais capazes de causar efeitos diretos ou indiretos, em um prazo curto ou longo, sobre os seres vivos e as atividades humanas”.

Quando falamos de meio ambiente, comumente somos levados a errar sobre o entendimento correto e abrangente deste termo, acreditamos que o meio ambiente é apenas o ambiente natural (Florestas, rios, mares, etc), esquecendo que o termo é muito mais abrangente e refere-se sobre a atividade humana e suas interações na natureza.

Não levar em conta a atividade humana e econômica e suas interferências, é o maior erro que podemos cometer em relação ao tema ambiental. Não devemos criminalizar simplesmente  por criminalizar a atividade econômica, até porque todos nós estamos envolvidos nela direta ou indiretamente.

A partir da revolução industrial, marco histórico na atividade econômica mundial e para aqueles que não sabem, também foi um grande marco no tema ambiental, pois a partir daquele momento o meio ambiente natural não seria mais o mesmo.

Que conclusão teremos? Não devemos evoluir? Continuaremos a viver no modo de subsistência?  Odiaremos a evolução do homem e sua tecnologia? Podemos poluir e destruir em nome do progresso?

Não há como impedir o progresso e a evolução, o que devemos ter em nossas mentes é que planejar pensando nos impactos possíveis de cada atividade potencialmente poluidora. Torcendo que cada ator da sociedade cumpra rigorosamente o seu papel, seja o poder público, empresariado e sociedade, só assim vamos poder pensar em dias melhores. 

Texto: Igor Sales  

Matéria com a RS&J Geologia Ambiental

Poços Tubulares de Captação de Água Subterrânea 

Licenciamento, Qualidade e Saúde 


Muitos denominam erroneamente os poços de captação de água subterrânea como poços artesianos. Porém, para ser considerado artesiano a água tem que jorrar ao se perfurar o poço. Se a água não jorrar acima da superfície, ele deve ser chamado de poço tubular, poço cacimba e até mesmo cisterna. Bom, definidas corretamente essas nomenclaturas, podemos avançar e entender como ter seu poço legalizado no órgão ambiental, saber se ele possui qualidade construtiva (boa vazão), se possui boa qualidade de potabilidade, e se o uso diário dessa água subterrânea será  benéfico à sua saúde.

O licenciamento no órgão ambiental do estado do RJ, o INEA, deve realizado por profissionais qualificados tecnicamente e registrados no conselho de classe, como o CREA. O Geólogo é o profissional mais indicado para realizar todas as atividades O INEA classifica o licenciamento em duas classes, os que extraem um volume menor que 5.000 litros por dia, e os que extraem mais de 5.000 litros por dia. A primeira é classificada como “uso insignificante” e é necessário pagar uma taxa e enviar alguns documentos para se obter a Certidão Ambiental de Uso Insignificante. Para se obter a Licença de Outorga para os empreendimentos ou residências que extraem mais de 5.000 litros por dia são requeridos, além do pagamento da taxa e envio de documentação do requisitante, relatório técnico Geológico e Hidrogeológico e análises químicas da água.

A qualidade da água subterrânea, obtida através da análise química em laboratório credenciado pelo INEA e INMETRO, é fator primordial para a manutenção das boas condições de saúde do consumidor. Como resultado pode se identificar, entre outros, a presença de coliformes fecais, e outros contaminantes que podem causar diversas doenças. Em Janeiro de 2018, a Secretaria de Saúde da cidade do Rio de Janeiro juntamente com a FIOCRUZ detectou um poço tubular contaminado na comunidade do Vidigal, e que foi indicado como fonte de hepatite A em moradores.

Para mais informações acesse o site http://rsjgeologiaambiental.com.br ou nos contate pelo telefone ou email abaixo.

Fonte: Lei Estadual nº 3.239, de 02 de agosto de 1999 e INEA-Instituto Estadual do Ambiente

 

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